Um system on module (SOM) virou peça crítica para times de engenharia que precisam acelerar projetos sem comprometer robustez.
Isso porque, nos últimos três anos, os mercados como automação industrial, energia e transporte viveram uma pressão sem precedentes.
Segundo a Forbes, 70% das empresas industriais ampliaram investimentos em sistemas embarcados para evitar atrasos e falhas em supply chain.
E isso mudou o jogo.
Assim, os times de hardware agora precisam reduzir risco, evitar retrabalho em DDR/PCIe, garantir operação em -40°C a +85°C e entregar plataformas confiáveis com ciclo de vida de 10 anos ou mais…
Logo, as placas prontas industriais (SOM, SBC, motherboards e box PCs) se tornaram o atalho mais seguro, rápido e escalável para projetos sérios em computação embarcada.

Placas prontas industriais e o impacto na computação embarcada para a indústria 4.0
A computação embarcada para a indústria 4.0 exige decisões técnicas que vão muito além de “rodar Linux”.
Hoje, as falhas em um gateway IIoT param linhas de produção, derrubam SLA e geram prejuízos reais.
Uma hora parada na indústria pesada pode custar hoje até US$ 260 mil (CNN Business, 2025).
Portanto, escolher entre system on module (SOM) industrial ARM, single board computer industrial x86, placa embarcada Intel industrial ou box PC industrial fanless deixou de ser detalhe. Virou decisão de negócio.
Por isso, vamos direto ao ponto: a seguir, você encontra critérios claros, aplicações reais e os modelos estratégicos da TQ-Group e IEI, que são referências globais em modularidade ARM e integração x86, respectivamente.
System on module (SOM): estratégia em modularidade ARM
Quando o projeto exige controle total do layout, customização da carrier e escalabilidade futura, o caminho natural é um system on module (SOM).
Porque, com ele, você tira da mesa os riscos mais caros: DDR, eMMC, PMIC, PCIe, EMC e longevidade.
Além disso, um SOM é perfeito para produtos com ciclo de vida estendido, certificações industriais e operação em temperatura estendida.
Assim, as empresas globais, também as brasileiras, adotam o padrão como centro de projetos críticos.
A seguir, veja modelos estratégicos da TQ-Group.
TQMa8Xx – ARM para gateways industriais e transporte
- NXP i.MX 8X (Cortex-A35 + Cortex-M4)
- LPDDR4 + eMMC
- Interfaces PCIe, CAN, Ethernet, USB
- Ideal para gateways industriais, controle de máquinas, transporte.
- Ciclo de vida longo e operação industrial.
- BSP Linux/Yocto
TQMa8MPx – Edge AI industrial com NPU integrada
- NXP i.MX 8M Plus
- NPU integrada para inferência local.
- Dual Ethernet
- Ideal para visão computacional, edge AI industrial, IIoT.
- Perfeito quando se busca um SOM com NPU industrial.
TQMxE39S – x86 compacto e robusto
- Intel Atom (Elkhart Lake)
- DDR4, PCIe Gen3
- Ideal para edge computing industrial e gateways de maior desempenho.
- Traz a ponte perfeita entre ARM e x86 quando o foco é eficiência + robustez.
TQMx70EB – alto desempenho para sistemas críticos
- Intel Core
- Ideal para processamento intensivo e sistemas industriais críticos.
- Excelente para aplicações que exigem longevidade e estabilidade térmica.
SBC e Box PCs IEI para time-to-market crítico
Enquanto um SOM oferece modularidade, SBC e Box PCs entregam velocidade quando o time precisa reduzir risco, economizar NRE e lançar rápido, soluções integradas fazem mais sentido.
Assim, a IEI aparece como referência para quem precisa de fornecedor SBC industrial no Brasil com foco em x86 robusto, fanless e com múltiplas interfaces industriais.
A seguir, veja os modelos estratégicos da iEi.
WAFER-ADL – SBC com Intel Alder Lake
- DDR4
- Dual LAN
- Ideal para HMI industrial e edge computing.
- Excelente para aplicações padronizadas que exigem validação rápida.
IMBA-ADL – Motherboard ATX/Micro-ATX
- Expansão PCIe
- Ideal para automação pesada e máquinas industriais complexas.
- Alta robustez mecânica e MTBF elevado.
KINO Series – Mini-ITX compacto
- Intel Core/Atom
- Ideal para sistemas industriais compactos.
TANK Series – Box PC fanless de alto desempenho
- Intel Core
- Múltiplas LAN
- Ideal para edge server, visão computacional, automação de alto volume.
DRPC Series – Box PC compacto e eficiente
- Baixo consumo.
- Ideal para gateways IIoT, controle embarcado e aplicações remotas.
SOM vs SBC: como decidir tecnicamente
Quando escolher SOM (TQ)
- Quando há necessidade de customização da carrier.
- Quando o produto terá longos ciclos de vida.
- Quando a escalabilidade futura é crítica.
- Quando se deseja controle total do layout final.
Quando escolher SBC/Box PC (IEI)
- Quando o time-to-market é prioridade.
- Quando o orçamento exige baixo NRE.
- Quando as interfaces já estão padronizadas.
- Quando a robustez fanless é requisito.
Aplicações reais por cenário
- Gateway IIoT: TQMa8Xx
- Edge AI industrial: TQMa8MPx
- HMI industrial: WAFER-ADL
- Edge server industrial: TANK Series
- Automação pesada: IMBA Series
FAQ – Perguntas frequentes sobre um system on module (SOM)
1. O que é system on module (SOM)?
É um módulo compacto que integra CPU, memória, eMMC, PMIC e interfaces críticas, reduzindo riscos no design.
2. Um system on module industrial ARM é melhor que x86?
Depende do projeto. Um ARM entrega eficiência e operação estendida. Já um x86 entrega performance e ecossistema amplo.
3. SOM NXP i.MX 8 industrial serve para automação?
Sim, é um dos padrões mais usados para gateways, HMI e controle.
4. Quando SBC faz mais sentido que SOM?
Quando o foco é o time-to-market, baixo NRE e layout padronizado.
5. box PC industrial fanless substitui um servidor?
Para computação embarcada industrial, sim: é comum usar box PCs fanless como minisservidores* locais.
*Pós-acordo ortográfico, esta é a grafia correta:minisservidores.
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